terça-feira, 17 de agosto de 2010

Copa de 2014 gera transformações no Porto de Santos

Açúcar, café, laranja, algodão, adubo, carvão, trigo, soja. Esses são alguns dos produtos que passam pelo porto de Santos, que já movimentou mais de 1 bilhão de toneladas de cargas diversas, desde 1892, até hoje
Porém, em 2014, os tipos de produtos se tornarão um tanto diferentes.

Em ano de Copa do Mundo, pelo meio aquático virão equipamentos, alimentos e tudo o que for necessário para manter os 32 times e suas comissões técnicas que participarão dos jogos sediados no Brasil.
Uma das grandes vantagens que o porto de Santos tem comparado aos outros brasileiros é o seu extenso acesso. Por possuir uma malha rodoviária e a rede ferroviária interligadas à hidrovia Tietê – Paraná forma o maior sistema de transporte rodo-ferroviário e hidroviário do país. Pelo meio aéreo, existem os aeroportos internacionais de Cumbica, em Guarulhos, e o Viracopos, em Campinas. Além disso, Santos possui o único porto brasileiro servido por todas as linhas marítimas, oferecendo transporte para qualquer parte do mundo.

É por este motivo que o Governo Federal investirá R$ 120 milhões do PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, conforme a  CODESP, em obras para a modernização do porto santista. Ainda de acordo com a empresa, uma das mudanças será a ampliação do cais dos passageiros para permitir que transatlânticos atraquem e sejam feitos de hotéis flutuantes para os jogadores e as comissões.

História - O Porto de Santos nasceu junto com a colonização do Brasil. Foi idéia do feitor Braz Cubas transferir o porto da baía de Santos para o interior do canal, em 1532, com a intenção de evitar ataques piratas. Em 1550 instalou-se a Alfândega. A cultura do café estendia-se rapidamente, o que exigia a ampliação e modernização das instalações portuárias. Por isso, em 1888, foi criada a Companhia Docas de Santos ,liderada por Cândido Gaffrée e Eduardo Guinle. O marco oficial da inauguração do Porto de Santos é em 1892, quando a CDS entregou os primeiros 260 m de cais construídos no Valongo. Com o fim da concessão, em 1980, o Governo Federal criou a Codesp, Companhia Docas do Estado de S. Paulo, que administra o complexo santista e é também a Autoridade Portuária. Em 1993, entrou em nova fase de exploração,arrendando áreas e empresas privadas. Atualmente, o Porto de Santos é o principal porto brasileiro e latino-americano.

sábado, 14 de agosto de 2010

Terreno do futuro Museu Pelé possui fragmentos do passado








Simone Menegussi


A Prefeitura de Santos e a Organização Ama Brasil uniram-se para a construção do Museu Pelé. O projeto orçado em R$20 milhões, e previsto para ser entregue em 2012, foi iniciado com uma pesquisa arqueológica no terreno que abrigava os casarões do Valongo, construídos em 1867.

A ONG Centro Regional de Pesquisas Arqueológicas (Cerpa), chefiada pelo doutor em arqueologia Manoel Gonzalez, já finalizou o processo de prospecção arqueológica com 186 furos de sondagem. O local foi todo mapeado indicando os pontos com potencial arqueológico.

Até o momento foram encontrados 700 artefatos arqueológicos. As peças mais antigas são fragmentos de louças inglesas datadas de 1750 e uma garrafa de barro alemã de 1830, além de fragmentos de cerâmicas, vidros, garrafas do século XIX, azulejos e telhas da construção original.

A segunda etapa da pesquisa será realizada junto com o início das escavações para a fundação do novo prédio. Gonzalez acredita que os achados podem quadruplicar. "A expectativa de novas descobertas é muito grande", comenta.

Para esta fase da pesquisa o arqueólogo contará com um sonar de última geração, que será alugado do departamento de Geofísica da Universidade de São Paulo (USP). Com este equipamento será mais fácil identificar rochas, ossadas e galerias pluviais desativadas.

História - A construção foi feita pelo Comendador Manoel Joaquim Ferreira Neto para sua residência até 1895, passando a abrigar a Prefeitura e Câmara Municipal até 1939, onde também funcionou um hotel e pontos de comércio.

Antes da construção do casarão, o local era um ponto de comércio, permitindo um grande fluxo de pessoas. O arqueólogo acredita encontrar vestígios anteriores à construção, algum tipo de trapiche de pedras dos séculos XVII e XVIII que possa contar mais sobre a história. “Não temos cultura material desta época, só documentos”, explica.

Acervo público - O Centro Regional de Pesquisas Arqueológicas é o único da Baixada Santista. Atualmente conta com 80 mil peças arqueológicas. Após a Portaria 230 de 17 de dezembro de 2002, do IPHAN, que obriga a contratação de um arqueólogo em obras de impacto em áreas de interesse histórico e arqueológico, a tendência é que o acervo aumente.

Algumas obras feitas no centro histórico de Santos foram supervisionadas pelo Cerpa. As peças encontradas na Casa do Trem Bélico, Teatro Guarani, Museu Pelé além de outras estão em custódia da entidade. Todo este acervo pertence a União, sendo de acesso a toda população. Qualquer estudante ou pesquisador que quiser ver as peças é só ligar e agendar um horário. O Cerpa fica na Rua Ana Pimentel, 12 Ponta da Praia- Santos – SP, telefone (13) 3877-2810 de 2ª à 6ª feiras, das 9h às 18h.