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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Chatroulette: o que é?

por Isabella Paschoal


Criado pelo russo Andrey Ternovskiy, 17, o site Chatroulette tinha como objetivo apenas unir os amigos do jovem para se divertirem conversando através de webcam e microfone. Mas de boca em boca, a página acabou ficando famosa pelo mundo. O serviço pode chegar a atender a 35 mil pessoas nos horários de pico. O site também ganhou uma versão nacional, chamada catapapo, ainda não tão conhecida como a original.


http://www.youtube.com/watch?v=9b7gxbPZyMQ


Veja essa matéria e outras em www.online.unisanta.br

quarta-feira, 31 de março de 2010

Sem idade para ficar plugado na rede


Mariana Terra



Engana-se quem pensa que a Internet é algo exclusivo aos jovens. Cada vez, a chamada terceira idade adere às novas tecnologias e procura na rede o espaço que os mais novos já estão acostumados. O Sesc, por exemplo, oferece o curso Terceira Idade na Web. Pelo menos, 19 alunos participam das aulas.

A oficina é uma iniciação para idosos ao mundo virtual, como explica a professora, Juliana Gonçalves Ramos, 25 anos, instrutora de internet e multimídia. “O objetivo é a inclusão digital, introdução da tecnologia desde a parte teórica até a prática”, diz.
Juliana ainda explica que os alunos desejam aprender a usar o computador pois tem um em casa, viram um familiar mexendo, o que provocou a curiosidade de saber como que funciona ou até mesmo para ocupar o tempo livre e gastá-lo com algo diferente.

Os alunos iniciam o curso aprendendo a ligar o computador, seguem descobrindo ferramentas como o mouse e teclado, e no fim do curso já terão uma certa independência para usar o computador sozinhos. ”Eles saem daqui podendo sentar à frente de um computador e conseguir acessar site sem ajuda nenhuma”, conta.

As aulas têm dado resultados positivos, como descreve a pensionista, Zilá Souza Araujo, de 61 anos. “Comecei a fazer o curso porque não entendia nada de computador e hoje já estou me atualizando. Uso tudo o que aprendi na aula para trocar sites com as minhas amigas e também para pesquisar sobre artes plásticas”, diz, empolgada.

O aluno Luiz Alberto de Oliveira Thomé estava interessado em fazer a oficina desde o ano passado. “Na primeira vez que mexi no computador, fui ao Poupatempo para me cadastrar na Nota Fiscal Paulista. Senti-me deslocado porque todo mundo sabia mexer no computador, menos eu”, diz.

O portuário aposentado Osvaldo Joaquim, 68 anos, achou interessante saber mais alguma coisa, buscando mais conhecimento num mundo tão interligado com a internet. A mesma opinião tem a aposentada Bendita Correa da Silva, 75 anos. “Gosto de tudo que é moderno, tenho e-mail, Orkut, MSN, conversava com minha neta que morou fora do país por e-mail e tenho aprendido mais desse mundo da internet aqui na oficina”, diz.

A oficina é gratuita e para participar é necessário que tenha, no mínimo, 60 anos e que faça inscrição antes de começar. No final de cada aula, os alunos recebem um resumo feito pela própria professora com tudo o que aprenderam na aula. Uma nova turma terá início em agosto.




Matéria publicada no Primeiro Texto - Jornal Laboratório do 3º semestre de Jornalismo (FaAC) - Manhã - Ano XIII nº 7 - 31 Março 2010.

terça-feira, 30 de março de 2010

Telefones celulares com TV decepcionam seus usuários




Mariana Terra



Foram lançados no mercado nos últimos tempos diversos tipos de aparelhos de telefone celular equipados com recepção de televisão. Entretanto, usuários reclamam que estes dispositivos nem sempre funcionam a contento e não cumprem as expectativas iniciais.


Segundo o professor de Engenharia da UNISANTA, Hugo Santana Lima, o mau funcionamento é causado por um problema de sinalização. Aparelhos que recebem o sinal analógico não funcionam, já os equipados para receber o sinal digital não encontram tal dificuldade.


O engenheiro explica que isso acontece pois os celulares ainda não estão bem preparados para receber o sinal digital, e compara o fato com o surgimento da FM na sua adolescência. “Quando eu era jovem e surgiu a FM na qual a transmissão era muito melhor que a da AM. Era difícil de sintonizar até os aparelhos serem adaptados para recebê-la. É o mesmo que acontece no caso de celulares com TV. O problema maior é que muitos deles recebem o sinal analógico, e para funcionarem bem teriam que captar o sinal digital.”


Mirian Narcisio Martins, de 59 anos, auxiliar de enfermagem, relata que ao comprar o celular por curiosidade, esperava acompanhar uma novela que estava passando à tarde na época em que comprou. "Não pega em todos os lugares. É uma porcaria, pois o canal que eu quero não está pegando em lugar nenhum. Resumindo, o celular deixou muito a desejar”, reclama.


Meyrielli Alves Rodrigues de Almeida, cordenadora de pesquisa e auxiliar administrativa do InCor, que ganhou o aparelho de telefone móvel com televisão do marido no ultimo Natal, diz ter pedido o presente só para assistir à TV no trajeto de casa para o trabalho para se distrair e ao mesmo tempo ficar informada de tudo que acontece enquanto está no metrô ou no ônibus."Perdemos tempo e dinheiro, a TV fica buscando o sinal, nunca funciona quando quero ver, e ao invés de distrair, acabo ficando irritada”, lamenta. Ironicamente, ressalta, “o mais legal é que ela funciona perfeitamente em casa, onde não preciso da televisão no celular.”




Matéria publicada no UNISANTA ONLINE .