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terça-feira, 20 de abril de 2010

Escolha da maquiagem exige cuidados

Mariana Serra


Hoje em dia é raro encontrar uma mulher que não goste de usar maquiagem, seja diariamente ou apenas em festas. Mas para ficarem bonitas, as mulheres também precisam tomar alguns cuidados em relação à pele.

Segundo a dermatologista Roseli Andrade, é necessário que, antes de comprar os produtos, a consumidora verifique a qualidade deles. “A maquiagem que não contém químicos irritativos para a pele é a mais indicada para o uso diário”.

Os jovens precisam ter um cuidado extra com a maquiagem que usam, pois as peles mais jovens possuem tendência a oleosidade e acne. “Nesse caso, a maquiagem ideal é aquela livre de óleo, pois as partículas oleosas obstruem os poros, ocasionando cravos e inflamações”, explica Roseli.

Com a correria do dia-a-dia, muitas mulheres esquecem que os produtos precisam ser removidos corretamente da pele, como é o caso da estudante Nathalia Freitas dos Santos, de 24 anos. “Quando chego em casa de madrugada, após uma festa, fico com preguiça de tirar a maquiagem, por isso só lavo o rosto com água”.

Apenas lavar o rosto com água e sabonete não é indicado para a retirada da maquiagem, pois eles só retiram o produto superficialmente. É necessário utilizar removedor de maquiagem, como um algodão com demaquilante, adequado para retirar todas as microparticulas que se depositam sobre a pele. “Dormir de maquiagem é uma situação que nunca pode ocorrer”, adverte a dermatologista.

Maquiagem infantil – Vestir as roupas da mãe, usar os sapatos e a maquiagem dela são atitudes comuns entre as meninas. Mas essa brincadeira está começando cada vez mais cedo. Hoje, as meninas possuem seu próprio estojo de maquiagem, com produtos que muitas vezes não são adequados para crianças.

Esse é o caso de Jennifer da Silva Duarte, de 9 anos, que desde os cinco anos usa blush e rímel incolor, alternando maquiagem própria para crianças e as de adulto. “Comecei a usar porque via a minha mãe usando, aí queria experimentar também. Toda vez que saio de casa, uso maquiagem”, admite Jennifer.

Mas é necessário estar atento à procedência do produto, pois a maquiagem para crianças deve ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. Existem produtos no mercado que dizem ser feitos para crianças, mas não possuem a aprovação da Anvisa. “Esses produtos que não têm controle podem trazer riscos de alergias e dermatites”, explica a dermatologista.

Isso acontece porque a pele da criança é mais sensível e absorve o produto em maior quantidade. A maquiagem infantil deve ser à base de água e de pigmentos que possam ser limpos apenas com água. “Se o produto atender a essas especificações, não há mal nenhum”.

História – A maquiagem não é um produto novo. Desde o antigo Egito, ela era usada pelos faraós, que consideravam a maquiagem dos olhos fundamentais para protegê-los contra Rá, O Deus do Sol. Cleópatra é o símbolo feminino mais conhecido dessa época e também já utilizava maquiagem nos olhos, com o pó de Khol nas pálpebras.

Além da superstição, a maquiagem dos egípcios tinha fins medicinais. Eles misturavam chumbo à maquiagem dos olhos, pois, na época, esse metal era considerado benéfico para os olhos.

No Brasil, nos anos 50, as políticas de incentivo trouxeram para o país empresas como a americana Avon e a francesa L’Oreal. Elas contribuíram para que a maquiagem se tornasse mais popular entre as mulheres da época, trazendo para o Brasil o que era tendência no exterior.

Pesquisa – A indústria de cosméticos é uma das que mais crescem no Brasil. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, ABIHPEC, em 2009 houve aumento de 14,75% em relação ao ano anterior, evidenciando o 14° ano consecutivo de crescimento anual no setor.

Os produtos cosméticos totalizaram vendas de R$6.748 bilhões, e o volume de produtos comercializados foi 3,14% superior a 2008.
Matéria publicada no site Unisanta Online, na edição de 17 de abril de 2010, na editoria Saúde.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Tatuagens, desenhos que marcam a pele dos jovens

Lais Tamashiro


Criada no Egito entre 4000 a 2000 a.C, a tatuagem se aperfeiçoou e ganhou formas diferentes. Chegou ao Brasil em meados dos anos 60, mais precisamente no cais de Santos.

O que antes era considerada pratica demoníaca pela Igreja Católica hoje é encontrada facilmente no corpo das pessoas, principalmente dos jovens.

Segundo o tatuador Thomas Junior, que está no ramo há cerca de 15 anos, ele faz, em media sete tatuagens diariamente. Dessas, quatro são jovens entre 14 e 22 anos. “Já fiz tatuagem em um menino que tinha 13 anos. Na hora, nem acreditei e achei que ele não agüentaria porque dói, mas o garoto ficou firme e forte, alem do mais ele escolheu um desenho relativamente grande“, diz o tatuador. O menino foi acompanhado pelo pai.

O estudante Tiago da Silva Farias, 18 anos, fez a sua primeira tatuagem aos 16 anos e garante que não se arrependeu. “Demorei quase um ano para mostrar aos meus pais, porque fiz sem o consentimento deles”, lembra.

Tatuagem em menor de idade sem autorização dos pais, podem gerar processos contra o tatuador. Que pode ser obrigado a pagar indenização ou ate mesmo ser proibido de continuar trabalhando.

Cesar Fernando, 35 anos, tem espalhadas pelo corpo doze tatuagens, sendo que uma ainda esta terminando. Fez a primeira aos 20 anos, após ter visto um amigo. Ele pretende parar quando tiver no total de 20 tatuagens. “Para mim tatuagem é uma obra de arte, ao invés de usarmos telas usamos nossa própria pele para desenhar”, afirma.

Tatuagem por ser uma coisa definitiva, mas existem alguns cuidados indispensáveis antes e depois de fazer. Deve-se procurar um estúdio limpo, que use agulhas descartáveis e é importante ver trabalhos feitos pelo tatuador para saber se ele realmente entende sobre o assunto.

Depois de feita, os cuidados devem ser redobrados. A tatuagem deve ser lavada diariamente com sabonete neutro e usar pomada especifica. É recomendada a suspensão de alimentos como carne de porco, frutos do mar e pimentas.

Em alguns casos a tatuagem pode ser removida, mas isso requer dinheiro. Nos tratamentos de remoção a laser, por exemplo, há um risco grande de ficar a cicatriz ou manchar a pele.




Matéria publicada no Primeiro Texto - Jornal Laboratório do 3º semestre de Jornalismo (FaAC) - Manhã - Ano XIII nº 7 - 31 Março 2010.

terça-feira, 30 de março de 2010

Power Pool traz qualidade de vida e músculos mais firmes

Mariana Terra

Queimar calorias, tonificar os músculos e ter mais disposição no seu dia a dia de maneira dinâmica e aeróbica. Estas são as promessas do Power Pool. “Trata-se de uma hidroginástica mais puxada”, define a professora de Educação Física e especializada em esportes aquáticos, Carla Maria Santos da Silva.

Carla explica que na aula de 45 minutos, na qual ela segue um programa de exercícios pré coreografados com nove músicas conhecidas, ambos da Body System, cada um deles músicas tem a função de trabalhar uma área diferente do corpo. Desde o aquecimento, picos de intensidade, onde os batimentos cardíacos são mais elevados, até o relaxamento trabalha-se a musculatura em geral e os exercícios de suspensão são os únicos os quais utilizam material, como o macarrão.

O exercício é indicado a todas as pessoas, as que possuem algum problema como artrite ou de coluna necessitam de liberação médica, e no caso da terceira idade só é recomendado àqueles que sempre praticaram exercícios físicos, como no caso citado pela professora, “Eu tenho um aluno com mais de 60 anos e nada aqui há mais de 20. Ele fez uma aula quando nós lançamos um novo mix, adorou e hoje está fazendo aqui com a gente.”, diz .

O aposentado Kenji Tuzuki, 73 anos, que nada há mais de 20 confirma as palavras da professora, “Vim matar a curiosidade e gostei. O Power Pool veio complementar o que estava faltando depois que sai da musculação e fiquei fazendo apenas natação”, lembra.

A atividade além de queimar calorias e trabalhar a musculatura, melhora a capacidade cardiorrespiratória, coma afirma a aluna Bruna Mazzini da Silva, 20 anos, estudante de Educação Física, “Antes eu não fazia nada, e quando comecei aqui passei a ter mais disposição, melhorou meu condicionamento cardiorrespiratório, cardiovascular e me sinto mais disposta”.


Matéria publicada no Primeiro Texto - Jornal Laboratório do 3º semestre de Jornalismo (FaAC) - Manhã - Ano XIII nº 3 - 17 de Março 2010.

Natação traz melhorias para a saúde do bebê


Mariana Serra

Sono perturbado, falta de apetite e problemas respiratórios. Esses são alguns dos sintomas frequentes em bebês, mas que hoje podem ser solucionados por meio da atividade física.
A natação para bebês traz de volta o contato com o meio líquido, que a criança estava acostumada durante a gestação. A água morna, a música e o contato físico com os pais montam um ambiente de conforto e segurança para o bebê, que aproveita cada instante de relaxamento e novas descobertas.

"O esporte pode ser iniciado aos seis meses. É quando ele se adapta, gosta, sente prazer", afirma a professora de natação para bebês, Tânia Garcez Jorge, que atua há 28 anos nesta função. Mas o esporte vai além. Por intermédio dele, a criança tem contato com outras, aprende a lidar em grupo e a ouvir.

Na UNISANTA, as aulas de natação para bebês acon cecem todos os dias em três horários, classificados de acordo com a idade da criança e com a adaptação às aulas. "Às 8h20, as aulas são para as crianças de 4 e 5 anos, na qual preparamos os alunos para a piscina grande. Às 9h, é o horário que eles aprendem a flutuação de frente e de costas, usam prancha, bóia e espaguete. E às 9h50, é a iniciação, na qual as crianças de 2 a 5 anos aprendem a respiração, flutuação e a ambientação com a água", explica.

Os resultados podem surgir com poucos meses de aulas. Para Franceneide de Morais Santos e Silva, mãe de Isabel Cristina, de 5 anos, já são muitas as mudanças no comportamento da filha depois de seis meses de aula. "Ela tinha dificuldade para dormir, respirar e comer. A natação melhorou nisso", diz.

O mais importante é não forçar a criança a fazer algo que desgosta. "Ela gosta da natação. É um lazer, pois o esporte entrou naturalmente em sua vida. Ninguém a forçou", revela.
Matéria publicada no jornal mural Primeiro Texto, do dia 17 de março de 2010.

domingo, 28 de março de 2010

Aumento da dengue provoca problemas em PSs de Santos

       
        A epidemia crescente de dengue em Santos e Região gera problemas nos Pronto-Socorros de Santos. A demanda de pacientes aumenta a cada dia, juntamente com os números da doença na Cidade.
        Até a última sexta-feira (19), foram confirmados na Cidade 680 casos, e sete óbitos. O bairro com maior índice de casos confirmados é a Ponta da Praia, com 65 confirmações, seguido do Macuco com 42 casos. No Boqueirão, foram noticiados 41 casos.
        No pronto-socorro da Unimed, localizado à Av. Conselheiro Nébias 73 pacientes se encontram em filas demoradas, e muitos aguardam do lado de fora. Patrícia Silva diz ter passado pelo Pronto Socorro da Santa Casa “Todos os PS estão assim. Uma loucura”, explica.
        Em contrapartida, no PS do Hospital Guilherme Álvaro, pela entrada na Siqueira Campos, o movimento era tranquilo na manhã de quarta-feira (24). O paciente Marcos Pereira, que esteve dois dias no hospital, diz que o movimento foi tranquilo em ambos os dias. Outras áreas do hospital como ginecologia e cardiologia, se encontravam com maior movimento.
        Os principais sintomas da dengue são febre, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele e náuseas. Devem-se tomar as devidas precauções como não deixar água parada em vasos de planta, garrafas e caixas d’água, ralos e recipientes abertos e propícios ao mosquito. Sempre lavar com sabão os locais onde o foco pode se ploriferar e se confirmada a contaminação, ingerir água com abundância e não promover a automedicação, pois remédios com o componente ácido Acetil Salicílico podem provocar sangramentos.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Este copinho é seu?


Texto publicado por Simone Menegussi
Todas as manhãs de sextas-feiras e sábados calçadas ao redor da UNISANTA amanhecem coberta de lixo reciclável. A cena é desoladora. Lojistas dizem não entender como um público jovem, bonito e universitário consegue ser protagonista de uma cena tão triste.
 Nas noites de quintas e sextas-feiras, os bares e as calçadas próximos à Universidade ficam repletos de alunos a fim de relaxarem após uma semana cansativa. Depois de tomarem suas ‘geladíssimas cervejinhas’ simplesmente jogam seus copinhos plásticos e suas pontas de cigarro nas calçadas e jardins como se fosse o ato mais normal do mundo.
O estudante de Engenharia Química, Daniel Moraes, frequentador de um dos bares, diz que joga o copinho sem o menor peso na consciência. “O problema é de educação. As pessoas depois de uns goles perdem a pouca educação que tem”, reconhece. Segundo ele, a obrigação é da prefeitura cuidar do lixo. Sua colega de curso Karen Guerra tem um blog www.karenguerra.wordpress.com onde aborda os problemas que as sacolas plásticas causam ao meio ambiente. Karen acredita na frase ‘Uma andorinha faz verão sim’ e por isso recolhe todo seu lixo e deposita em sua mochila para mais tarde dispensá-lo em um lixo reciclável. 
Outra estudante de Engenharia Química que não ingere bebida alcoólica, Milene Lucena, é categórica. “As pessoas acham que a mídia exagera, que a situação não é tão grave assim, pois um copo a mais ou a menos não alteraria nada, o que é lamentável”, critica.
O gerente de administração do Super Centro Comercial do Boqueirão, Julio Ramos, afirma que o próprio condomínio teve que colocar lixeiras nos postes de iluminação, pois a prefeitura de Santos não atendeu seus pedidos. E mesmo assim o problema não foi resolvido, pois a quantidade de copos é muito grande.
 Alguns lojistas acreditam que a única solução seria um novo comportamento por parte dos universitários. Se todos se unirem uma boa parte de plástico não iria parar nos oceanos, a grande lixeira da humanidade.
Tempo de Decomposição de Alguns Materiais

Embalagens de Papel 1 a 4 meses
Guardanapos de papel 3 meses
Pontas de cigarro 2 anos
Fósforo 2 anos
Chicletes 5 anos
Sacos e copos plásticos 200 a 450 anos
Latas de alumínio 100 a 500 anos
Tampas de garrafas 100 a 500 anos
Pilhas 100 a 500 anos
Garrafas e frascos de vidro ou plástico indeterminado