terça-feira, 30 de março de 2010
Regularizado, Beach Tennis é a nova sensação das praias
Texto Publicado por Ivan Baeta
Os duzentos praticantes de Beach Tennis de Santos têm motivos para comemorar. Implantado em 2008, o esporte recebeu na última semana, a autorização definitiva da Secretaria de Esportes - SEMES para a sua prática nas areias das praias santistas. Antes, os apreciadores tinham apenas uma autorização provisória para a prática da modalidade , que tinha que apresentar toda vez que a Guarda Municipal ou os jovens do Projeto Guardião Cidadão solissitassem. O esporte pode ser praticado em qualquer horário.
“Agora está tudo legalizado junto à SEMES, o que é motivo de satisfação”, explica o professor Rubio Ribeiro, árbitro da ATP - Associação de Tenistas Profissionais, que trouxe a modalidade para a região há dois anos, pode ser jogado durante todo o dia, por se tratar de uma modalidade praticada nos mesmos moldes do vôlei de praia e futevôlei, que possuem área demarcada e praticada na areia fofa, próximas que possuem área demarcada e praticada na areia fofa, próxima às barracas.
O esporte também possui a versatilidade do tênis por ser jogado em nível de jogo, o que permite uma criança jogar ao lado de um adulto ou um idoso, mais um esporte dos 8 aos 80 anos.
Para jogar, basta comparecer no Posto 4, em frente a rua Jorge Tibiriçá, ou no Point dos Coqueiros em frente ao Moby-Dick (canal 3). Na barraca de praia do Clube Internacional também tem rede, e no Clube dos Ingleses é possível jogar na grama (só que é preciso ser sócio).
A modalidade conta com uma Associação, a ASBT (Associção Santista de Beach Tennis), a Federação Paulista que foi criada através do Santos Atlético Clube (Clube dos Ingleses), Clube Internacional de Regatas e o Tênis Clube de Santos e caminha para ser mais um esporte de sucesso, já que os custos são mais acessíveis. Informações, regras e curiosidades podem ser obtidas nos sites: www.asbt.com.br e www.tenispira.com.br/beachtennis
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Esportes
Power Pool traz qualidade de vida e músculos mais firmes
Queimar calorias, tonificar os músculos e ter mais disposição no seu dia a dia de maneira dinâmica e aeróbica. Estas são as promessas do Power Pool. “Trata-se de uma hidroginástica mais puxada”, define a professora de Educação Física e especializada em esportes aquáticos, Carla Maria Santos da Silva.
Carla explica que na aula de 45 minutos, na qual ela segue um programa de exercícios pré coreografados com nove músicas conhecidas, ambos da Body System, cada um deles músicas tem a função de trabalhar uma área diferente do corpo. Desde o aquecimento, picos de intensidade, onde os batimentos cardíacos são mais elevados, até o relaxamento trabalha-se a musculatura em geral e os exercícios de suspensão são os únicos os quais utilizam material, como o macarrão.
O exercício é indicado a todas as pessoas, as que possuem algum problema como artrite ou de coluna necessitam de liberação médica, e no caso da terceira idade só é recomendado àqueles que sempre praticaram exercícios físicos, como no caso citado pela professora, “Eu tenho um aluno com mais de 60 anos e nada aqui há mais de 20. Ele fez uma aula quando nós lançamos um novo mix, adorou e hoje está fazendo aqui com a gente.”, diz .
O aposentado Kenji Tuzuki, 73 anos, que nada há mais de 20 confirma as palavras da professora, “Vim matar a curiosidade e gostei. O Power Pool veio complementar o que estava faltando depois que sai da musculação e fiquei fazendo apenas natação”, lembra.
A atividade além de queimar calorias e trabalhar a musculatura, melhora a capacidade cardiorrespiratória, coma afirma a aluna Bruna Mazzini da Silva, 20 anos, estudante de Educação Física, “Antes eu não fazia nada, e quando comecei aqui passei a ter mais disposição, melhorou meu condicionamento cardiorrespiratório, cardiovascular e me sinto mais disposta”.
Matéria publicada no Primeiro Texto - Jornal Laboratório do 3º semestre de Jornalismo (FaAC) - Manhã - Ano XIII nº 3 - 17 de Março 2010.
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saude
Natação traz melhorias para a saúde do bebê

Mariana Serra
Sono perturbado, falta de apetite e problemas respiratórios. Esses são alguns dos sintomas frequentes em bebês, mas que hoje podem ser solucionados por meio da atividade física.
A natação para bebês traz de volta o contato com o meio líquido, que a criança estava acostumada durante a gestação. A água morna, a música e o contato físico com os pais montam um ambiente de conforto e segurança para o bebê, que aproveita cada instante de relaxamento e novas descobertas.
A natação para bebês traz de volta o contato com o meio líquido, que a criança estava acostumada durante a gestação. A água morna, a música e o contato físico com os pais montam um ambiente de conforto e segurança para o bebê, que aproveita cada instante de relaxamento e novas descobertas.
"O esporte pode ser iniciado aos seis meses. É quando ele se adapta, gosta, sente prazer", afirma a professora de natação para bebês, Tânia Garcez Jorge, que atua há 28 anos nesta função. Mas o esporte vai além. Por intermédio dele, a criança tem contato com outras, aprende a lidar em grupo e a ouvir.
Na UNISANTA, as aulas de natação para bebês acon cecem todos os dias em três horários, classificados de acordo com a idade da criança e com a adaptação às aulas. "Às 8h20, as aulas são para as crianças de 4 e 5 anos, na qual preparamos os alunos para a piscina grande. Às 9h, é o horário que eles aprendem a flutuação de frente e de costas, usam prancha, bóia e espaguete. E às 9h50, é a iniciação, na qual as crianças de 2 a 5 anos aprendem a respiração, flutuação e a ambientação com a água", explica.
Os resultados podem surgir com poucos meses de aulas. Para Franceneide de Morais Santos e Silva, mãe de Isabel Cristina, de 5 anos, já são muitas as mudanças no comportamento da filha depois de seis meses de aula. "Ela tinha dificuldade para dormir, respirar e comer. A natação melhorou nisso", diz.
O mais importante é não forçar a criança a fazer algo que desgosta. "Ela gosta da natação. É um lazer, pois o esporte entrou naturalmente em sua vida. Ninguém a forçou", revela.
Matéria publicada no jornal mural Primeiro Texto, do dia 17 de março de 2010.
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domingo, 28 de março de 2010
Aumento da dengue provoca problemas em PSs de Santos
A epidemia crescente de dengue em Santos e Região gera problemas nos Pronto-Socorros de Santos. A demanda de pacientes aumenta a cada dia, juntamente com os números da doença na Cidade.
Até a última sexta-feira (19), foram confirmados na Cidade 680 casos, e sete óbitos. O bairro com maior índice de casos confirmados é a Ponta da Praia, com 65 confirmações, seguido do Macuco com 42 casos. No Boqueirão, foram noticiados 41 casos.
No pronto-socorro da Unimed, localizado à Av. Conselheiro Nébias 73 pacientes se encontram em filas demoradas, e muitos aguardam do lado de fora. Patrícia Silva diz ter passado pelo Pronto Socorro da Santa Casa “Todos os PS estão assim. Uma loucura”, explica.
Em contrapartida, no PS do Hospital Guilherme Álvaro, pela entrada na Siqueira Campos, o movimento era tranquilo na manhã de quarta-feira (24). O paciente Marcos Pereira, que esteve dois dias no hospital, diz que o movimento foi tranquilo em ambos os dias. Outras áreas do hospital como ginecologia e cardiologia, se encontravam com maior movimento.
Os principais sintomas da dengue são febre, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele e náuseas. Devem-se tomar as devidas precauções como não deixar água parada em vasos de planta, garrafas e caixas d’água, ralos e recipientes abertos e propícios ao mosquito. Sempre lavar com sabão os locais onde o foco pode se ploriferar e se confirmada a contaminação, ingerir água com abundância e não promover a automedicação, pois remédios com o componente ácido Acetil Salicílico podem provocar sangramentos.
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Centenário de Chico Xavier é comemorado no Brasil
No próximo dia 2 de abril os espíritas de todo o Brasil terão um motivo especial para festejar a data. Francisco Cândido Xavier, mais conhecido como Chico Xavier estaria completando 100 anos caso estivesse entre os encarnados.
Nascido em 2 de abril de 1910, na cidade mineira de Pedro Leopoldo, o maior médium brasileiro começou a fazer história em 1927 quando pela primeira vez recebeu uma mensagem do "além". Em 1932 Chico publicara então seu primeiro livro Parnaso de Além-Túmulo, que trazia vários poemas de nomes consagrados da literatura brasileira e portuguesa como Castro Alves e Guerra Junqueiro, mas com um detalhe, esses homens já estavam mortos.Durante toda sua vida Chico Xavier chegou a publicar mais de 400 livros e não ganhava nada por isso, o dinheiro era todo doado para obras de caridade.
No ano de 1959, Chico se mudara para a cidade de Uberaba, também em Minas Gerais. A partir dos anos 70 o médium passa a se dedicar mais as psicografias e assim consolar as famílias que viviam a dor da perda de entes queridos.
Chico Xavier passou então a ser conhecido em todo o Brasil e também no exterior. Sua fama rendeu-lhe convites para participar de programas na extinta TV Tupi, entre eles o Pinga Fogo programa que bateu o recorde de audiência no dia da apresentação do médium brasileiro. Em 1981 ele recebeu a indicação ao Nobel da Paz.
Durante sua vida, o espírita disse que desejava desencarnar em um dia de alegria nacional e a vontade dele foi feita, no dia 30 de junho de 2002 quando a seleção brasileira de futebol sagrou-se pentacampeã mundial ele faleceu.
Para José da Conceição de Abreu, o Zezinho, membro do núcleo espírita O Consolador, Chico é digno de todas essas homenagens"O Chico é reverenciado por todos, inclusive por pessoas de outras religiões"diz.
Para comemorar o centenário de Chico Xavier muitas homenagens serão feitas, como um selo comemorativo lançado em sua cidade natal e a estreia de um filme nacional contado a sua biografia está previsto para ser lançado nos cinemas de todo o Brasil no próximo dia 2
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especial
sexta-feira, 19 de março de 2010
Este copinho é seu?
Texto publicado por Simone Menegussi
Todas as manhãs de sextas-feiras e sábados calçadas ao redor da UNISANTA amanhecem coberta de lixo reciclável. A cena é desoladora. Lojistas dizem não entender como um público jovem, bonito e universitário consegue ser protagonista de uma cena tão triste.
Nas noites de quintas e sextas-feiras, os bares e as calçadas próximos à Universidade ficam repletos de alunos a fim de relaxarem após uma semana cansativa. Depois de tomarem suas ‘geladíssimas cervejinhas’ simplesmente jogam seus copinhos plásticos e suas pontas de cigarro nas calçadas e jardins como se fosse o ato mais normal do mundo.
O estudante de Engenharia Química, Daniel Moraes, frequentador de um dos bares, diz que joga o copinho sem o menor peso na consciência. “O problema é de educação. As pessoas depois de uns goles perdem a pouca educação que tem”, reconhece. Segundo ele, a obrigação é da prefeitura cuidar do lixo. Sua colega de curso Karen Guerra tem um blog www.karenguerra.wordpress.com onde aborda os problemas que as sacolas plásticas causam ao meio ambiente. Karen acredita na frase ‘Uma andorinha faz verão sim’ e por isso recolhe todo seu lixo e deposita em sua mochila para mais tarde dispensá-lo em um lixo reciclável.
Outra estudante de Engenharia Química que não ingere bebida alcoólica, Milene Lucena, é categórica. “As pessoas acham que a mídia exagera, que a situação não é tão grave assim, pois um copo a mais ou a menos não alteraria nada, o que é lamentável”, critica.
O gerente de administração do Super Centro Comercial do Boqueirão, Julio Ramos, afirma que o próprio condomínio teve que colocar lixeiras nos postes de iluminação, pois a prefeitura de Santos não atendeu seus pedidos. E mesmo assim o problema não foi resolvido, pois a quantidade de copos é muito grande.
Alguns lojistas acreditam que a única solução seria um novo comportamento por parte dos universitários. Se todos se unirem uma boa parte de plástico não iria parar nos oceanos, a grande lixeira da humanidade.
Tempo de Decomposição de Alguns Materiais
Embalagens de Papel 1 a 4 meses
Guardanapos de papel 3 meses
Pontas de cigarro 2 anos
Fósforo 2 anos
Chicletes 5 anos
Sacos e copos plásticos 200 a 450 anos
Latas de alumínio 100 a 500 anos
Tampas de garrafas 100 a 500 anos
Pilhas 100 a 500 anos
Garrafas e frascos de vidro ou plástico indeterminado
Embalagens de Papel 1 a 4 meses
Guardanapos de papel 3 meses
Pontas de cigarro 2 anos
Fósforo 2 anos
Chicletes 5 anos
Sacos e copos plásticos 200 a 450 anos
Latas de alumínio 100 a 500 anos
Tampas de garrafas 100 a 500 anos
Pilhas 100 a 500 anos
Garrafas e frascos de vidro ou plástico indeterminado
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domingo, 3 de maio de 2009
As dificuldades... Estudar, praticar esportes...
Por Ivan Baeta (SITE TENISPIRA) - Aluno de Jornalismo da UNISANTA
A entrevista abaixo retrata as dificuldades encontradas pelos atletas e estudantes do Brasil em quase todas as modalidades esportivas. Serve também de material de estudos para a nossa Universidade que procura otimizar e evoluir sempre. O caso abaixo não é privilégio só do tênis, mas poucos sabem que o Futebol, muito popular por aqui, também sofre as mesmas consequencias, só que em menor proporção. A diferença é que alguém paga a conta. Na maioria das demais modalidades é paitrocínio mesmo.
Aliás, aproveitando o pioneirismo de nossa Universidade, modalidades como esgrima, squash, tênis, badminton, futebol de mesa, futebol virtual (video game), surf entre outras também poderiam fazer parte dos Jogos da UNISANTA, abrilhantando ainda mais o grandioso evento.
Confira e boa leitura:
No Coração do Tênis: Papo com Robert Scheidt e Kirmayr.
No assunto: Tênis e a opção na carreira, as taxas de importação no material. O caso não é privilégio só do tênis.
A entrevista mostra as dificuldades e as necessidades dos tenistas e atletas em geral no esporte brasileiro. Conseguir apoio e patrocínio é como ganhar na loteria, para atletas em começo de estrada.
Ao conversar com um dos maiores atletas do mundo, que pratica uma modalidade, não muito comum por aqui apesar da imensidão de água do país, a vela também passa o mesmo drama. Outra opinião de peso é a de Kirmayr. E a conversa com Robert Scheidt tenta causar uma linha de raciocínio: a reflexão.
Vale lembrar, que alguém pode citar:
- Tem atletas patrocinados sim!... Mas que fique bem claro: os que possuem e conseguem, das empresas de material esportivo, são os melhores do Brasil e com grandes resultados. Fato que também ocorre em várias modalidades. Existem exceções, mas são pouquíssimos casos no país.
Outro fator importante é a isenção da taxa de importação defendida pelo presidente da CBT que o tenispira perguntou e solicitou para Jorge Lacerda, na Copa Davis realizada em Sorocaba, olhar de perto a questão, foi feito e em parte resolvida, junto ao COB, Ministro dos Esportes e o presidente Lula que sancionou a lei que começa a vigorar em janeiro do próximo ano para os torneios Futures. Mas ainda falta a outra metade do caso, os tenistas, os esportistas. E, poderiam ser incluídas várias modalidades esportivas. Material de competição para atletas federados e confederados, em muitas modalidades, só importado. A situação é grave, pois competindo com material de ponta, que já custa caro, no quesito rendimento para velocidade e tempo os ganhos impressionam. Cobrar no produto final é fácil!...Mas o certo é que precisa começar direito para o trabalho ter resultado!
Tenispira também conversou com um líder de governo em Brasília, expondo o assunto que reflete na fase final, vivida por muitos tenistas na hora da transição para o profissional. A desistência e o desgaste aliado à falta de maturidade. Da sociedade, vem a cobrança: falta ídolo no esporte. A segunda parte está ligada ao dinheiro que um atleta precisa gastar só no material para jogar, e produto, só importado (para o tenista ainda resta pagar dinheiro com anuidades das federações e confederação brasileira de tênis, viagens e inscrições nos torneios). Já sabemos que duas empresas que no passado produziam raquetes e bolas no país, podem ainda estar abertas. Isso pode forçar a receita federal a justificar tal imposto. Relatamos isso ao presidente da CBT.
A torcida do esporte é para que a segunda parte seja resolvida. Vamos precisar dos líderes, do COB e do presidente Lula. A idéia deveria atingir várias modalidades e a situação seria equalizada pela quantidade. A chance de um maior número de atletas e vencedores pode trazer um grande destaque.
Kirmayr por sua vez, conclui que para um atleta chegar ao topo, é preciso uma somatória de várias passagens e estágios durante a sua formação envolvendo muito equilíbrio. Confira:
Tenispira: Geralmente começamos num esporte diferente do futebol por influência de alguém? Com você, como aconteceu?
Robert Scheidt: No meu caso foi influência da família, através do meu pai. Foi uma época muito legal, pois os primeiros passos foram dados nos finais de semana. Passava o dia inteiro na represa Guarapiranga em São Paulo. Mas, meu esporte era o tênis. Jogava no Esporte Clube Banespa.
Tenispira: No começo o esporte não passa de diversão e uma iniciação. Depois disso quando passamos a gostar e competir, o que você pensa a respeito?
Robert Scheidt: Na infância não levamos muito a sério. Isso é bom. Só complica quando começam a aparecer resultados inesperados, maiores do que você imaginou alcançar. O legal que guardo como recordação disso é o que meu pai havia colocado na porta do meu quarto: “Barcelona 92”. Não sei como dizer, mas na hora que você vê isso, pensa: Como vou conseguir?... Ou chegar lá?... Acho que esta meta para ser alcançada é o que reflete toda essa linha. Não disputei Barcelona, mas em Atlanta conquistei o ouro. E, comecei a obter os resultados.
Tenispira: Você jogava tênis. Quando veio a opção pela vela?... Foi difícil a decisão?
Robert Scheidt:Eu jogava tênis no Banespa. Gostava muito, tanto que jogo até hoje. Mas achei que não ia me dar bem. Em um dos muitos torneios federados que disputei na infância um belo dia perdi feio, tomei uma surra, corri muito e não vi a cor da bolinha, e percebi que não dava. Decidi me dedicar ao Iatismo. Acho que acertei na decisão... (risos).
Tenispira: Você teve dificuldades para conseguir patrocínio no início da carreira?
Robert Scheidt:Claro! E muito. Todo atleta brasileiro sofre quando ainda é uma promessa. A esmagadora maioria tirando o futebol é paitrocínio mesmo. Meu primeiro patrocinador veio depois de um ótimo resultado. Mas o que percebo é que se a estrutura começa quando ainda não conquistamos nada, vejo que o processo pode ser mais rápido quanto a resultados. Fazendo um bom trabalho é mais difícil falhar.
Tenispira:Sobre a última conquista em Pequim na nova classe e ao lado de Bruno Prada... Como você avalia a situação e o resultado obtido?
Robert Scheidt:Não sei o que dizer. Sempre procurei estabelecer planos para as regatas. Nesta não tínhamos nada a perder. Agradeço muito ao Bruno Prada por ter me passado motivação na hora decisiva. Foi a primeira vez que dei tudo sem planejar. Só restava uma saída: vencer!... Com o terceiro lugar, conseguimos a prata. A chance apontava somente ao bronze. Valeu lutar.
Tenispira, achou um amigo de infância de Scheidt dos tempos de Banespa. Fabio Blanco que foi sócio do clube da capital e hoje reside em Santos. Ao falar do amigo, citou:
- O Robert ia ser campeão em alguma coisa. Está no sangue. Brincávamos, saiamos juntos e treinava tênis com ele. Posso dizer que quando jogava set com ele no clube era duro. Seu poder de concentração impressiona. A impressão é que ele se fecha e luta. O curioso que pessoas assim se cobram muito. Ele nunca deixou transparecer isso.
Sobre este assunto conversamos também com Kirmayr. Veja a entrevista:
Tenispira:Kirmayr, o que falta para um tenista brasileiro alcançar as melhores posições da ATP?
Kirmayr: O trabalho voltado para tenistas que querem conquistar as melhores posições do ranking mundial, não é fácil. Diria que é muito, mas muito difícil. Posso dar o exemplo do projeto Lob Feminino. A pretensão é fazer com que o(a) atleta chegue no seu melhor e que este tenha uma somatória de aprendizado ao longo da preparação para suportar o peso da responsabilidade. Tudo isso envolve sua parte física, psicológica e técnica e que deve ser trabalhada aos poucos para não sufocar.
Tenispira: Você treinou uma número 1 do mundo juvenil (Gisele Faria) e uma que alcançou a terceira posição no ranking da ATP a tenista Gabriela Sabatini além de Arantxa Sanchez e Conchita Martínez. O que você percebia nestas atletas?
Kirmayr: É justamente tudo o que já relatei. Mas posso acrescentar ai mais um fator: a determinação em vencer. Ter cabeça, estrutura e força. Acho que quando estes fatores se somam em um esportista solitário como é o tênis, natação e os esportes individuais em geral, o resultado aparece. Agora, precisa trabalhar muito.
- Complemento de informação:
Sobre a taxa de importação nos materiais esportivos, podemos citar várias modalidades (tênis, iatismo, natação, etc). Dentro deste quesito até o esporte mais praticado no país, o futebol, apresenta este problema. Em muitos casos os atletas fazem as famosas “vaquinhas” para comprarem material importado e dividir os altos custos. A questão será encontrar um meio de incentivar o esporte e aumentar a chance para mais pessoas praticarem a custos mais acessíveis sem que os tradicionais “espertinhos” tirem vantagem.
Falamos com um funcionário da Fedex e que entende do assunto a respeito do Direito Internacional. O Brasil possui a taxa de importação mais cara do mundo.
Sobre a conversa que tivemos com o líder de governo: as questões no caso precisam ser bem analisadas. Segundo destacou, os atletas sofrem. Mas muita gente acaba se aproveitando, por isso está dando trabalho para resolver a questão dos tenistas e do problema que outras modalidades enfrentam com materiais. Sabemos que o que temos aqui é o que consome a média dos praticantes. Certos produtos, só importando.
A torcida fica para o presidente Lula conseguir dar mais um passo importante na questão da taxa de importação para materiais esportivos e as modalidades que necessitam de material de ponta. Se o caso não atender a todos os esportistas, que pelo menos atendam aos atletas das federações e confederações do país.
A equipe tenispira parabeniza o esforço do presidente da CBT, o Sr. Jorge Lacerda da Rosa, na questão. Agradecemos também ao presidente Lula.
- Biografia de Robert Scheidt
Iniciou-se no esporte na Escola Infantil do Esporte Clube Banespa e pelo C.A.D.E. no Esporte Clube Pinheiros. Por influência do pai começou a velejar. Velejava e participava de torneios de tênis. Acabou optando pela vela. Com apoio do Dudu Melchert, seu técnico, progrediu rapidamente vencendo diversas competições. Sagrou-se campeão sul-americano de Optimist, em Algarrobo, no Chile, com apenas 11 anos de idade. Venceu novamente no ano seguinte e foi convocado para representar o Brasil no Mundial de Optimist em Rosas, Espanha. Era a consagração no esporte da vela. Largou o tênis.
Com o peso e tamanho excedendo o recomendado no Optimist, ingressou no Snipe, onde colheu ótimos resultados. Estava aguardando encorpar para poder velejar no Laser. Já em 1990 sagrou-se vice-campeão brasileiro júnior de Snipe e campeão brasileiro júnior de Laser, classificando-se para o Mundial Júnior de Laser na Holanda. Neste campeonato, realizado nos moldes de uma olimpíada, pegou gosto pela vela de alta performance e percebeu que tinha talento para vencer. O que faltava era experiência internacional.
Estabeleceu um plano de treinamento que incluía regatas na Dinamarca, Suécia e a famosa semana de Kiel, na Alemanha. Foi ao Mundial e venceu 9 das 10 regatas, sagrando-se campeão Mundial Júnior de Laser em 1991 na Escócia. Foi seu ingresso no primeiro time da vela mundial.
Em março de 1995 venceu o Pan-Americano em Mar del Plata, Argentina, tendo o primeiro destaque pela imprensa nacional. Surgiram os primeiros patrocínios.
Em 1996 formou-se administrador pela Universidade Mackenzie. Nova decisão importante: continuar na vela ou trabalhar na profissão. Porém as vitórias em sucessivos campeonatos mundiais, bem como a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta, e o conseqüente reconhecimento pela imprensa prenderam-no definitivamente à vela.
Robert é o maior atleta olímpico individual do Brasil de todos os tempos. Possui 141 títulos e 181 pódios. Seus ídolos são Pelé e Michael Jordan. Oito vezes campeão mundial da classe laser.
Para mais informações clique aqui:
- Robert Scheidt
www.robertscheidt.com.br
Carlos Alberto Kirmayr
Carlos Kirmayr começou no Esporte Clube Banespa, quando tinha apenas quatro anos de idade. Depois, teve aulas nos clubes Clube de Regatas Tietê e Clube Atlético Indiano, sendo treinado neste último por Mário Perez. Com 11 anos de idade, tornou-se vice-campeão brasileiro de sua categoria.
Em 1969, aos 19, tentou a carreira fora do Brasil, jogando na Universidade de San Jose, na Califórnia. Estreou na Copa Davis em 1971.
Foi vice-campeão em Santiago, em 1976; vice no Cairo, em 1979; e, em Bogotá, em 1980. Foi campeão do Hollywood Classic, no Guarujá, em 1981, tendo que passar por Eddie Dibbs e Ilie Nastase (ambos entre os dez melhores do ranking da ATP). No mesmo ano, alcançaria sua melhor posição no ranking mundial (32°) e bateria John McEnroe, apenas dois meses antes de o bad boy se sagrar campeão de Wimbledon pela primeira vez.
Defendeu o Brasil na Copa Davis por 15 anos (de 1971 a 1987), foi o melhor brasileiro no ranking durante cinco anos e derrotou grandes nomes do tênis mundial, como Ivan Lendl, Ilie Nastase e John McEnroe. Jogando em duplas, Kirmayr chegou a 28 finais de torneios ATP e alcançou, ao lado de Cássio Motta, o posto de quinta melhor dupla do planeta. Em 1983, os dois tornaram-se os primeiros brasileiros a participarem do Masters. A competição foi disputada em Nova York.
Ao encerrar a carreira, Carlos Kirmayr tornou-se treinador de tênis. Foi capitão da equipe brasileira da Copa Davis e treinou a equipe britânica de Copa Davis, em 1986. De 1990 a 1995, foi o técnico da argentina Gabriela Sabatini, campeã do US Open em 1990 e finalista em Wimbledon. Treinou também Arantxa Sanchez e Conchita Martínez, somando 22 títulos de simples em cinco anos como técnico no circuito feminino. Treinou ainda Cássio Motta, Vanessa Menga, Cédric Pioline e Nicolas Pereira, entre outros. É considerado o melhor tenista brasileiro de duplas de todos os tempos.
Para mais informações acesse:
www.tenispira.com.br
www.tenispira.com.br/nocoracaodotenis/
A entrevista abaixo retrata as dificuldades encontradas pelos atletas e estudantes do Brasil em quase todas as modalidades esportivas. Serve também de material de estudos para a nossa Universidade que procura otimizar e evoluir sempre. O caso abaixo não é privilégio só do tênis, mas poucos sabem que o Futebol, muito popular por aqui, também sofre as mesmas consequencias, só que em menor proporção. A diferença é que alguém paga a conta. Na maioria das demais modalidades é paitrocínio mesmo.
Aliás, aproveitando o pioneirismo de nossa Universidade, modalidades como esgrima, squash, tênis, badminton, futebol de mesa, futebol virtual (video game), surf entre outras também poderiam fazer parte dos Jogos da UNISANTA, abrilhantando ainda mais o grandioso evento.
Confira e boa leitura:
No Coração do Tênis: Papo com Robert Scheidt e Kirmayr.
No assunto: Tênis e a opção na carreira, as taxas de importação no material. O caso não é privilégio só do tênis.
A entrevista mostra as dificuldades e as necessidades dos tenistas e atletas em geral no esporte brasileiro. Conseguir apoio e patrocínio é como ganhar na loteria, para atletas em começo de estrada.
Ao conversar com um dos maiores atletas do mundo, que pratica uma modalidade, não muito comum por aqui apesar da imensidão de água do país, a vela também passa o mesmo drama. Outra opinião de peso é a de Kirmayr. E a conversa com Robert Scheidt tenta causar uma linha de raciocínio: a reflexão.
Vale lembrar, que alguém pode citar:
- Tem atletas patrocinados sim!... Mas que fique bem claro: os que possuem e conseguem, das empresas de material esportivo, são os melhores do Brasil e com grandes resultados. Fato que também ocorre em várias modalidades. Existem exceções, mas são pouquíssimos casos no país.
Outro fator importante é a isenção da taxa de importação defendida pelo presidente da CBT que o tenispira perguntou e solicitou para Jorge Lacerda, na Copa Davis realizada em Sorocaba, olhar de perto a questão, foi feito e em parte resolvida, junto ao COB, Ministro dos Esportes e o presidente Lula que sancionou a lei que começa a vigorar em janeiro do próximo ano para os torneios Futures. Mas ainda falta a outra metade do caso, os tenistas, os esportistas. E, poderiam ser incluídas várias modalidades esportivas. Material de competição para atletas federados e confederados, em muitas modalidades, só importado. A situação é grave, pois competindo com material de ponta, que já custa caro, no quesito rendimento para velocidade e tempo os ganhos impressionam. Cobrar no produto final é fácil!...Mas o certo é que precisa começar direito para o trabalho ter resultado!
Tenispira também conversou com um líder de governo em Brasília, expondo o assunto que reflete na fase final, vivida por muitos tenistas na hora da transição para o profissional. A desistência e o desgaste aliado à falta de maturidade. Da sociedade, vem a cobrança: falta ídolo no esporte. A segunda parte está ligada ao dinheiro que um atleta precisa gastar só no material para jogar, e produto, só importado (para o tenista ainda resta pagar dinheiro com anuidades das federações e confederação brasileira de tênis, viagens e inscrições nos torneios). Já sabemos que duas empresas que no passado produziam raquetes e bolas no país, podem ainda estar abertas. Isso pode forçar a receita federal a justificar tal imposto. Relatamos isso ao presidente da CBT.
A torcida do esporte é para que a segunda parte seja resolvida. Vamos precisar dos líderes, do COB e do presidente Lula. A idéia deveria atingir várias modalidades e a situação seria equalizada pela quantidade. A chance de um maior número de atletas e vencedores pode trazer um grande destaque.
Kirmayr por sua vez, conclui que para um atleta chegar ao topo, é preciso uma somatória de várias passagens e estágios durante a sua formação envolvendo muito equilíbrio. Confira:
Tenispira: Geralmente começamos num esporte diferente do futebol por influência de alguém? Com você, como aconteceu?
Robert Scheidt: No meu caso foi influência da família, através do meu pai. Foi uma época muito legal, pois os primeiros passos foram dados nos finais de semana. Passava o dia inteiro na represa Guarapiranga em São Paulo. Mas, meu esporte era o tênis. Jogava no Esporte Clube Banespa.
Tenispira: No começo o esporte não passa de diversão e uma iniciação. Depois disso quando passamos a gostar e competir, o que você pensa a respeito?
Robert Scheidt: Na infância não levamos muito a sério. Isso é bom. Só complica quando começam a aparecer resultados inesperados, maiores do que você imaginou alcançar. O legal que guardo como recordação disso é o que meu pai havia colocado na porta do meu quarto: “Barcelona 92”. Não sei como dizer, mas na hora que você vê isso, pensa: Como vou conseguir?... Ou chegar lá?... Acho que esta meta para ser alcançada é o que reflete toda essa linha. Não disputei Barcelona, mas em Atlanta conquistei o ouro. E, comecei a obter os resultados.
Tenispira: Você jogava tênis. Quando veio a opção pela vela?... Foi difícil a decisão?
Robert Scheidt:Eu jogava tênis no Banespa. Gostava muito, tanto que jogo até hoje. Mas achei que não ia me dar bem. Em um dos muitos torneios federados que disputei na infância um belo dia perdi feio, tomei uma surra, corri muito e não vi a cor da bolinha, e percebi que não dava. Decidi me dedicar ao Iatismo. Acho que acertei na decisão... (risos).
Tenispira: Você teve dificuldades para conseguir patrocínio no início da carreira?
Robert Scheidt:Claro! E muito. Todo atleta brasileiro sofre quando ainda é uma promessa. A esmagadora maioria tirando o futebol é paitrocínio mesmo. Meu primeiro patrocinador veio depois de um ótimo resultado. Mas o que percebo é que se a estrutura começa quando ainda não conquistamos nada, vejo que o processo pode ser mais rápido quanto a resultados. Fazendo um bom trabalho é mais difícil falhar.
Tenispira:Sobre a última conquista em Pequim na nova classe e ao lado de Bruno Prada... Como você avalia a situação e o resultado obtido?
Robert Scheidt:Não sei o que dizer. Sempre procurei estabelecer planos para as regatas. Nesta não tínhamos nada a perder. Agradeço muito ao Bruno Prada por ter me passado motivação na hora decisiva. Foi a primeira vez que dei tudo sem planejar. Só restava uma saída: vencer!... Com o terceiro lugar, conseguimos a prata. A chance apontava somente ao bronze. Valeu lutar.
Tenispira, achou um amigo de infância de Scheidt dos tempos de Banespa. Fabio Blanco que foi sócio do clube da capital e hoje reside em Santos. Ao falar do amigo, citou:
- O Robert ia ser campeão em alguma coisa. Está no sangue. Brincávamos, saiamos juntos e treinava tênis com ele. Posso dizer que quando jogava set com ele no clube era duro. Seu poder de concentração impressiona. A impressão é que ele se fecha e luta. O curioso que pessoas assim se cobram muito. Ele nunca deixou transparecer isso.
Sobre este assunto conversamos também com Kirmayr. Veja a entrevista:
Tenispira:Kirmayr, o que falta para um tenista brasileiro alcançar as melhores posições da ATP?
Kirmayr: O trabalho voltado para tenistas que querem conquistar as melhores posições do ranking mundial, não é fácil. Diria que é muito, mas muito difícil. Posso dar o exemplo do projeto Lob Feminino. A pretensão é fazer com que o(a) atleta chegue no seu melhor e que este tenha uma somatória de aprendizado ao longo da preparação para suportar o peso da responsabilidade. Tudo isso envolve sua parte física, psicológica e técnica e que deve ser trabalhada aos poucos para não sufocar.
Tenispira: Você treinou uma número 1 do mundo juvenil (Gisele Faria) e uma que alcançou a terceira posição no ranking da ATP a tenista Gabriela Sabatini além de Arantxa Sanchez e Conchita Martínez. O que você percebia nestas atletas?
Kirmayr: É justamente tudo o que já relatei. Mas posso acrescentar ai mais um fator: a determinação em vencer. Ter cabeça, estrutura e força. Acho que quando estes fatores se somam em um esportista solitário como é o tênis, natação e os esportes individuais em geral, o resultado aparece. Agora, precisa trabalhar muito.
- Complemento de informação:
Sobre a taxa de importação nos materiais esportivos, podemos citar várias modalidades (tênis, iatismo, natação, etc). Dentro deste quesito até o esporte mais praticado no país, o futebol, apresenta este problema. Em muitos casos os atletas fazem as famosas “vaquinhas” para comprarem material importado e dividir os altos custos. A questão será encontrar um meio de incentivar o esporte e aumentar a chance para mais pessoas praticarem a custos mais acessíveis sem que os tradicionais “espertinhos” tirem vantagem.
Falamos com um funcionário da Fedex e que entende do assunto a respeito do Direito Internacional. O Brasil possui a taxa de importação mais cara do mundo.
Sobre a conversa que tivemos com o líder de governo: as questões no caso precisam ser bem analisadas. Segundo destacou, os atletas sofrem. Mas muita gente acaba se aproveitando, por isso está dando trabalho para resolver a questão dos tenistas e do problema que outras modalidades enfrentam com materiais. Sabemos que o que temos aqui é o que consome a média dos praticantes. Certos produtos, só importando.
A torcida fica para o presidente Lula conseguir dar mais um passo importante na questão da taxa de importação para materiais esportivos e as modalidades que necessitam de material de ponta. Se o caso não atender a todos os esportistas, que pelo menos atendam aos atletas das federações e confederações do país.
A equipe tenispira parabeniza o esforço do presidente da CBT, o Sr. Jorge Lacerda da Rosa, na questão. Agradecemos também ao presidente Lula.
- Biografia de Robert Scheidt
Iniciou-se no esporte na Escola Infantil do Esporte Clube Banespa e pelo C.A.D.E. no Esporte Clube Pinheiros. Por influência do pai começou a velejar. Velejava e participava de torneios de tênis. Acabou optando pela vela. Com apoio do Dudu Melchert, seu técnico, progrediu rapidamente vencendo diversas competições. Sagrou-se campeão sul-americano de Optimist, em Algarrobo, no Chile, com apenas 11 anos de idade. Venceu novamente no ano seguinte e foi convocado para representar o Brasil no Mundial de Optimist em Rosas, Espanha. Era a consagração no esporte da vela. Largou o tênis.
Com o peso e tamanho excedendo o recomendado no Optimist, ingressou no Snipe, onde colheu ótimos resultados. Estava aguardando encorpar para poder velejar no Laser. Já em 1990 sagrou-se vice-campeão brasileiro júnior de Snipe e campeão brasileiro júnior de Laser, classificando-se para o Mundial Júnior de Laser na Holanda. Neste campeonato, realizado nos moldes de uma olimpíada, pegou gosto pela vela de alta performance e percebeu que tinha talento para vencer. O que faltava era experiência internacional.
Estabeleceu um plano de treinamento que incluía regatas na Dinamarca, Suécia e a famosa semana de Kiel, na Alemanha. Foi ao Mundial e venceu 9 das 10 regatas, sagrando-se campeão Mundial Júnior de Laser em 1991 na Escócia. Foi seu ingresso no primeiro time da vela mundial.
Em março de 1995 venceu o Pan-Americano em Mar del Plata, Argentina, tendo o primeiro destaque pela imprensa nacional. Surgiram os primeiros patrocínios.
Em 1996 formou-se administrador pela Universidade Mackenzie. Nova decisão importante: continuar na vela ou trabalhar na profissão. Porém as vitórias em sucessivos campeonatos mundiais, bem como a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta, e o conseqüente reconhecimento pela imprensa prenderam-no definitivamente à vela.
Robert é o maior atleta olímpico individual do Brasil de todos os tempos. Possui 141 títulos e 181 pódios. Seus ídolos são Pelé e Michael Jordan. Oito vezes campeão mundial da classe laser.
Para mais informações clique aqui:
- Robert Scheidt
www.robertscheidt.com.br
Carlos Alberto Kirmayr
Carlos Kirmayr começou no Esporte Clube Banespa, quando tinha apenas quatro anos de idade. Depois, teve aulas nos clubes Clube de Regatas Tietê e Clube Atlético Indiano, sendo treinado neste último por Mário Perez. Com 11 anos de idade, tornou-se vice-campeão brasileiro de sua categoria.
Em 1969, aos 19, tentou a carreira fora do Brasil, jogando na Universidade de San Jose, na Califórnia. Estreou na Copa Davis em 1971.
Foi vice-campeão em Santiago, em 1976; vice no Cairo, em 1979; e, em Bogotá, em 1980. Foi campeão do Hollywood Classic, no Guarujá, em 1981, tendo que passar por Eddie Dibbs e Ilie Nastase (ambos entre os dez melhores do ranking da ATP). No mesmo ano, alcançaria sua melhor posição no ranking mundial (32°) e bateria John McEnroe, apenas dois meses antes de o bad boy se sagrar campeão de Wimbledon pela primeira vez.
Defendeu o Brasil na Copa Davis por 15 anos (de 1971 a 1987), foi o melhor brasileiro no ranking durante cinco anos e derrotou grandes nomes do tênis mundial, como Ivan Lendl, Ilie Nastase e John McEnroe. Jogando em duplas, Kirmayr chegou a 28 finais de torneios ATP e alcançou, ao lado de Cássio Motta, o posto de quinta melhor dupla do planeta. Em 1983, os dois tornaram-se os primeiros brasileiros a participarem do Masters. A competição foi disputada em Nova York.
Ao encerrar a carreira, Carlos Kirmayr tornou-se treinador de tênis. Foi capitão da equipe brasileira da Copa Davis e treinou a equipe britânica de Copa Davis, em 1986. De 1990 a 1995, foi o técnico da argentina Gabriela Sabatini, campeã do US Open em 1990 e finalista em Wimbledon. Treinou também Arantxa Sanchez e Conchita Martínez, somando 22 títulos de simples em cinco anos como técnico no circuito feminino. Treinou ainda Cássio Motta, Vanessa Menga, Cédric Pioline e Nicolas Pereira, entre outros. É considerado o melhor tenista brasileiro de duplas de todos os tempos.
Para mais informações acesse:
www.tenispira.com.br
www.tenispira.com.br/nocoracaodotenis/
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